09/11/2010

Fé.

Existe um poder do alto do Cosmos olhando para você...
Existe um ser de luz com imensurável amor, por ti.
Existe sempre uma chance, de escrever novamente quem és.
Para isto é preciso ter em mente, os erros e o que quer consertar.
Existe momento certo, para se resignar e pedir, e depois, receber.
Isto é fé.
Acreditar na existência deste Deus do planeta azul.
Acreditar no amor Dele, por nós.
Acreditar em si mesmo, com plena capacidade de acertar.
Vontade e determinação são fundamentais.
Mas é preciso: crer sem necessariamente, ver.
Olhe com a mesma luz do amor que te envolve.
Alguém que te ama, ora desde cedo, por ti.
Creia. Siga. Não se deixe abater.
Tenha fé e acredite sempre em você.
O otimismo, e perserverança interior, são teus.
Vibrações de amor e saúde, você tem.
Enxergue o amor, se utilize dele.
Seu amor, verdadeiro, jamais te abandonará,
ao revés, rezará por ti, mesmo sem você saber...

01/11/2010

Solidão.


Não é fácil fazer o que é certo, quando o que é certo vai de encontro ao que é ético, porém, destoa de nossos íntimos anseios e expectativas emocionais.
O que seria dos seres humanos se todos resolvessem deixar a vida para trás, e correr atrás de sonhos passionais sem pensar nas consequências?
Quando se ama de verdade, de forma incondicional, não se é egoísta, se repensa a vida, se pensa no próximo e na consequência das atitudes que tomamos.
Só o fato de parar para pensar e, não seguir, desvairadamente os impulsos mais viscerais, já é sinal de amor e de devoção pelo seu próximo.
Amar de verdade, requer uma solidão só tua. Requer desvelo, atitude, e resignação.
Amar de verdade, é abrir mão do seu pássaro azul da felicidade, para que, se ele realmente te pertencer por merecimento e sentimento sólido, ele volte para você, espontaneamente...
Ao revés, paixão é um enorme enmaranhado de fogos de artifícios, uma explosão física do corpo, um desejo incontido do toque, um gemer por dentro que pode até, deixar o corpo febril de tantas chamas, mas que pode ser egoísta, ao ponto de causar danos à alma irreversíveis!
Quando se toca alguém com paixão, se desperta um instinto praticamente animal de abraçá-lo, amá-lo, possuí-lo com integridade na sua essência, uma vontade idêntica ao lobo quando fareja sua presa e corre atrás dela até capturá-la. É o mesmo que dizer: não posso te perder!
Quando se toca alguém com amor, se chora, se trocam emoções, se trocam promessas interiores, sem que o outro saiba. É o mesmo que dizer: não quero ver você sofrer e daria a vida por ti!
Quando se está em um impasse, a solidão vem de encontro ao necessário equilíbrio, para que, se possa meditar, avaliar e consignar o que é melhor não só para si, mas para o seu sagrado bem-querer.
Amor não mata, mas paixão pode destruir.
Solidão acalma e te faz pensar, te deixa centrado, mesmo que tristonho. Solidão é uma auto-cura estritamente necessária à tua alma, quando o teu corpo teima em desalinhar o caminho..
Solidão quer dizer de qualquer modo, reflexão.
Reflexão é a única arma para exterminar qualquer confusão emocional.

26/10/2010

Dejavú.

É um sonho de um futuro ou, a lembrança nítida de um momento presente.
É um revival de um passado já vivido e enterrado, no fundo da mente.
É um elo perigoso, uma pegada na maçaneta emotiva, uma abertura de portas sensoriais extremas.
É lembrar de eventos reais como se fossem lúdicos, ou mágicos como se fossem normais.
É ter dentro dos ouvidos, o eco de um afeto correspondido desde sempre com o olhar.
É sentir sem o toque, é ver sem os olhos, é beijar sem os lábios mexer.
É um aperto, por dentro do estômago, um relâmpago, um choque térmico.
É um exato reconhecimento de almas significativas entre si.
É uma dor desconhecida de origem.
É uma urgência vibracional no abraço.
É um compasso vital comprometido nas batidas do coração.
É estar perto, sem estar ao menos, presente.
É uma explosão suspirada de afeto,
um nó na garganta sem poder chorar.
É te reconhecer pelo encontro do olhar.
É não querer cerrar os olhos diante de você.
É querer despertar do êxtase, sem poder.
É a distância de doer, para evitar sofrer.

24/10/2010

Saudades.

Conversas de valor são para pessoas preparadas, extremamente sensíveis ao espiritual, e de ponta.
Conversas onde se obtém força pelas palavras articuladas, de onde se provêm apoio.
Afagos verbais "eu quero ver você feliz" "se cuida" "não te quero ver triste", "estou contigo e não abro".
O porto seguro afetivo, uma vez perdi, por acreditar em alguém do qual ouvi "o amor é o melhor colchão para você cair". Depende. Se existe um furo neste colchão, ele vaza. Se não existe reciprocidade nas relações elas morrem. Se só um procura o outro, não se mantêm juntos, os dois, no mesmo ideal emocional e afetivo.
Saudade é a única sobrevivente do planeta sentimento.
Para que você sinta saudade, não é preciso que o outro a sinta por ti. Ou no seu lugar.
Não é preciso, que você escute do outro o mesmo afeto.
Nem é preciso que, ele te faça assinar um contrato, com data e prazo de validade, para que você pense nele!
Eu sinto saudade, das conversas de valor com algumas pessoas. Dos mestres que muito me ensinaram, dos mais jovens amigos que eu, que me ensinaram outras perspectivas de ver a vida.
Dos meus irmãos soltos no mundo e muitas vezes, distantes demais de mim.
Sinto saudades de alguns afetos que tive, pelos bons momentos que proporcionamos um ao outro.
Sinto saudades de amizades que se foram, ou porque deixaram o planeta, ou porque viajaram e tudo mudou nas rotinas dos nossos círculos.
Sinto saudades da infância, repleta de amigos infantis e alegres, saudades por vezes, de ser mais inocente do que sou agora e, por sofrer bem menos, pela exata falta de conhecimento de que, o mundo, não é tão cor-de-rosa.
Não sinto saudades de sofrimento, mas, inevitável esquecer, de pessoas que um dia nos fizeram sofrer, porque no afeto, tanto para o bem, quanto para o mal, as marcas vêm e ficam.
Hoje tive duas conversas de certo valor, ambas afetivas. Uma soberba, outra humilde.
A humildade sincera, me fez viajar. Saudades. De um tempo que ainda não tive. Nuances eu diria bem surreais para se tornarem verdade, a não ser que passado já fossem...
Gostaria de poder deixar saudades positivas por todos onde eu passar, e jamais deixar nos outros, as saudades tristes que percebi no meu dia, devido a soberba disfarçada.
O interessante, é que as saudades saltitantes de uma conversa de valor, sublimaram a outra que foi triste.
O interessante, é que eu não faço outra coisa, senão pensar no ser iluminado e incandescente autor desta obra de arte em meu pensamento, pois algumas palavras que ouvi, ecoam com tanta gana, tanta verdade, que conseguiram se infiltrar em mim.
Estes verbetes foneticamente alinhados, me arrepiaram, me desconcertaram e me fizeram parar para escrever. Em suma: é muito me manter inspirada, graças a você!
Estes fertilizantes sensoriais intrigam, mas adoçam a minha vida.
Estas atitudes de bem querer, me fortalecem. Anestesiam algumas dores do percurso.
E por outro lado, as saudades agora estão muito mais potencializadas...eis o dilema.

22/10/2010

Evidências.

Os olhos que a seguem quando ela caminha.
A voz que muda quando o discurso é com ela...
O "tom" que ele sobe, como se sussurrasse em seu ouvido.
O dengo na expressão facial, como se ele quisesse afago.
A cabeça que balança como se ele, precisasse, de cafuné.
A mira ocular que foca de frente, olhando sob os panos dela.
O caminhar firme, que revela impulsividade masculina.
O sorriso que se abre, quando ela entra no mesmo ambiente.
As mãos dele, que disfarçam, com objetos diversos, o que não podem tocar,
mas almejam com veemência...
Os encontros "por acaso", nos bastidores.
As mensagens através de tecnologia recente...
Os mimos, ainda que, virtuais.
As frases soltas, não por acaso, mas naturais...
Os valorosos abraços, os quais a arrepiam por dentro.
O encostar dele, nos ombros dela, que "paralisam"
(e que talvez "ele" não saiba!)
O uso das cores que, ela mais aprecia, nas vestes que ele usa.
A amizade eternamente disponível.
A agonia, que se enxerga na alma sensível, não correspondida.
A libido exarcebada, intensa, voluptuosa que ela nota.
A tímida expressão quando, ele fala, de sentimentos como quem não quer nada,
mas que na verdade, quer TUDO.
As confidências de feitos antigos, amorosos, em tese, para enciumar...
A disposição para a acompanhar onde ela precisar.
As mudanças de horários para se fazer presente, a ela.
As melodias, as figuras, que ela mais gosta, que aparecem do nada...
As músicas que a emocionam, e que ele causalmente, mostra...
A cumplicidade nas trocas de comunicação que só eles sabem.
O decifrar de enigmas, por ela criados.
As fugas que ela comete de certos assuntos, e que ele sempre sabe...
As lágrimas compactadas por nós na garganta, que ele precisa desabafar, só com ela.
O cheiro, que ele vislumbra aspirar aromaticamente em seus cabelos...
O modo como age em grupo, onde ela também está.
Todas as insônias compartilhadas, à distância.
O ápice de prazer nunca antes realizado, mas presente ludicamente, nos sonhos...
Os toques sutis de seus dedos que a entorpecem.
O beijo de despedida, que enseja um começo.
O som da respiração próxima, que a silência.
O adeus, que excita e desconcerta.
A ausência de sossego na mente sublimada.

21/10/2010

A verdade é "over", mas sempre aparece.

A verdade pode doer, mas não tem como escondê-la.
A mentira pode se mascarar mas não poderá ser mantida.
A verdade pode estar "over" hoje em dia, mas não exterminada.
A verdade sempre aparece.

20/10/2010

Insônia! Já prá cama!

E quando percebi, a esfera prata, totalmente estava brilhante.
Noite particularmente bonita esta.
Oportunidade perfeita para a insônia que não quer se despedir.
Foi uma tarefa e tanto. Dever cumprido. Um bom começo? Chego a duvidar.
Quando penso que tudo está bem, na realidade não está.
Prevejo caos onde há silêncio, prevejo paz onde há desordem.
Ouço "perpicaz".
Quase perco a paciência, se não fosse a tristeza pequena de notar, que erroneamente, me julgaram.
Um equívoco com as cores? Memória cabotina, mantive letra e vogal e troquei o conteúdo interno.
Quis passar desapercebida e não passei.
Quis não prestar a atenção mas prestei.
Quis puxar outro assunto, relutei.
Também que olhos de lince você tem!
"É para te ver melhor "dindazinha".
E depois? Um dia, um adeus?
- Insônia! Já prá cama! E ponha seu pijama!