21/08/2009

Irmã.


Só você, por vezes tem a cura para alguns de meus devaneios, pois se parece comigo, do avesso. Certos dias, penso que você é a mais velha e eu a caçula...e dai vem você, em nossas conversas tecladas: vai ficar tudo bem gata, acredite...Como pode uma Déborah viver fora do Brasa? Pode, porque Odara que é Odara persiste, luta, caminha, avança, pode até tropeçar no itinerário, mas não pára jamais, estou aprendendo melhor, quem é você irmã! Não te vejo quase, não te miro os olhos, mas te ouço, com toda atenção possível, me alimentando de seus textos, de sua voz alegre acelerada e tento ser mais rápida que o teclado, na ânsia de recomendar tudo o que penso, tudo o que quero que você seja, sinta ou passe! É, sei que você já cresceu né? Mas irmã mais velha é isto mega cuidados...rs. Minha irmã bonita, minha menina rica, minha amiga temporona, minha esmeralda bruta de valor insubstituível, alma de anciã em corpo jovem, sincera, avassadora mulher, guerreira de sangue, determinada: TE AMO! FELIZ DIA!SAUDADES...

10/08/2009

Flores


Flores no cabelo para ele. Ele, que a encantou quando cantou "se esta rua fosse minha, eu mandava ladrilhar, para você, meu amor passar...". Ele, que a fez chorar, e a fez sorrir em menos de vinte e quatro horas de emoção.

A moça mirava-se no espelho se preparando para seu amado. A flor no cabelo. O perfume preferido dela, que também encantou o homem. O mesmo homem, que não se sabe como, a amou à primeira vista, em inusitado encontro no aeroporto, para levar o amigo, que iria embarcar em viagem internacional. Ela, sentada próxima do chek-in, aguardando sua prima com particularidades burocráticas, tímida e seleta, folheava uma revista, aleatoriamente. Quando ele a interrompeu, pedindo informações sobre a localização do portão de embarque.

Tudo assim tão simples, se não houvesse o fato de que, naquela época, ela namorava há pouco, um jovem rapaz. Lembrava-se agora, quantas voltas, em rápido período, sua vida, tinha dado.

Terminara o namoro, reatara com o antigo amor, em frenesi urgente de "ter o amor de verdade", o que viveria com ela e morreria? por ela? Bem...nem tudo na vida são flores, mas neste caso, bastaram alguns dias ao lado do antigo amor, para se descobrir então, que tudo era pouco, diante de sua expectativa de felicidade eterna. Como a vida prega peças...ainda mais nesta moça. Do atual amor, no dia de seu aniversário, recebera um "não posso dormir contigo esta noite, que estou muito cansado para sair de casa". Do ex-namorado recente, um recado em sua "secretária eletrônica", uma analogia, que tinha a haver com flores, e que no momento, para ela, quase nada significara, por ser tão cifrado o recado...e de um suposto, novo e gentil amigo, um belo texto em sua caixa de correspondência, uma linda carta...

Menos de um mês de sua nova idade, de seu "ano novo" e lá estava a moça diante do espelho, se maquiando e refletindo com um pequeno sorriso. Confiante, tranquila, colocando a sua flor dourada nos cabelos cacheados...tocando-os com calma e suspirando! E o suspiro na convicção que se instalava, naquele coração sofrido, por armaguras antigas de amores desencontrados, ilusões perdidas, sonhos despedaçados, deu formato a um largo sorriso, quando os lábios se abriram em meia lua, para que a moça passasse seu batom rubro, e apertasse um lábio contra o outro para "carimbar" a cor escolhida.

Ajeitou novamente o cabelo e sorriu. O encontro era o menos esperado possível, iria rever o suposto novo amigo, que aos poucos, se chegara em seu coração, lhe apertara a alma com candura e havia lhe abraçado na noite anterior e lhe arrancado suavemente um beijo. A lembrança era boa, como se sempre eles houvessem se abraçado. E hoje, ela iria ao novo e recente encontro, do homem encantador, que ansiava desvendar, com sua flor no cabelo, para fazer-lhe um mimo, agradá-lo. Nem o ex-amor antigo, nem o ex-amor recente, amor recém- nascido mesmo, que parecia trazer um bom presságio de ano novo que ela iria viver...Sorriu. E pegando sua bolsa e trancando a porta de sua casa, lembrou-se então, do recado de seu aniversário, que agora parecia entender bem melhor e aceitar: "...para dizer que não falei das flores. Eu disse flores?" Sim, disse. E era mesmo verdade, na vida desta moça, nos altos e baixos, nas agonias mais profundas, e nas felicidades mais plenas que se pode vivenciar, sempre as rodeavam, sempre haviam, "flores".

29/07/2009

It´s over.

Hoje completo mais um ano de existência terrena, entre tantos, dos quais, praticamente não me arrependo quase nada. Portanto, se loucura ou não, se ofensivo ou não, se inadequado ou não, preciso hoje mesmo, romper barreiras impostas no coletivo, e dizer (escrever) para você, de maneira “polida” que você mudou a seqüência da minha vida em algum item, rumo, caminho, sensação, enfim.
Até agora, não estou certa, se fiz mal, se fiz bem, se foi tudo verdade, se foi momentâneo. Se causou um pequeno impacto bacana para você. Se você sente saudades do que vivenciamos, ainda que em curtíssimo prazo, se marcou também, para você.
Uma escolha tua (casual ou não) me mostrou algo curioso, uma maneira dolorida para mim, mas muito sutil, para você, de me indicar que “somos só amigos”, parece, que você esticou uma faixa com luzes piscantes, para que eu de qualquer lugar que estivesse, tivesse ao alcance dos olhos o logo “da amizade”. Tudo bem. É fato. Dói muito hoje, menos que ontem, mas ainda, está latejando. Que fazer? Nada. Esperar esta dor terminar, quieta, com maturidade, pois afinal, atingi certa idade (risos). A vida é feita de escolhas e a todo tempo somos inseridos no contexto do escolher “ou isto ou aquilo” ou “este ou aquele”. Eu escolhi pelo que te vai por dentro e pelo que admiro espiritualmente, não pelo que vejo, ou toco.
Preferi escrever, pois, não tenho como olhar para você, hoje, agora, e dizer palavra por palavra tudo isto que me vem em mente, sem me expor, sem ter medo. É, o texto protege, protege de talvez eu me decepcionar ainda mais, conforme sua reação ao me ouvir. E também porque você se importaria? Afinal, amizade é isto. Não tem uma coisa a haver com outra, dentro da amizade, que pensamos ter. E decepção? Acontece o tempo todo, no mundo...
Continuar a amizade, certamente, fantasiada, no silêncio, de tudo o que eu gostaria de dizer, de poucas coisas latentes que prezaria em gritar, não como insatisfação, mas como emoção mesmo, porque querendo ou não, lutando ou sendo pacífica, eu, gosto de você, mais do que imaginava.
É normal, uma pessoa que me marca tem esta propriedade: devido ao grau de importância atribuído. Não me permito contestar você "de cara", nem me afastar bruscamente, para que, você, não note, não enxergue rapidamente, o que sinto agora. A não ser que sua memória seja muito boa e você se lembre de que, enquanto me importo demais o suficiente para incomodar o sentimento profundo, eu me afasto. (E quando não tem mais a emoção latente, não me importo de conviver...)
Me afasto, em físico e um pouco em pensamento. Pois sei, que hoje, o melhor seria estar em outro país até, para ficar o mais longe possível e facilitar todo o processo que ainda tenho que passar, que se chama “esquecer”. Esquecer do homem que mexeu com os sentimentos. Gravar o amigo. Sem e "com".
Eu escrevo para registrar: que meus atos foram totalmente emocionais, plenamente consentidos e cem por cento verdadeiros em relação ao que senti e expressei quando ao teu lado.
It´s over. E é pena, pelo futuro que talvez, poderia ser e não foi.
Feliz ano novo sem você e com.
“coração”.

25/07/2009

Olhar espanhol.

Olhos espanhóis escuros como ébano.
Pupilas dilatadas e iluminadas de alegria.
Sorriso de infância no rosto.
Sorriso maroto e desperto.

Por vezes olhar de vulcão, por vezes,
Inofensivo e cativante como criança,
Em outras, suas idéias devassas transmite.

Espanhol de coração, anjo negro que perde a razão,
É você, tão belo, tão terno e tão “caliente”.
Um “déjá vu” me causa desde sempre.
Uma irremediável vontade de dançar.

Andando em jardins, parece-me familiar.
Não sei se a caminhada, ou a companhia,
faz-me de ti recordar.

Me enlace pela cintura, me pegue pela candura.
Prende-me e me seqüestre por um dia, quem sabe?
Se tu não queres adoçar minha vida porque me miras?

Nas cócegas infantis vivem inconseqüentes pequenos flertes.
E eu já não te olho mais, como antigamente.

Espanhol, forte, pulsante. Voz de rouxinol.
Sabor de café da manhã quente.
Aroma de jasmim do meu inconsciente.
Enche meu dia de beleza e alegria.

Faz ondas de calor imaginárias no ar.
Faz com seu toque, meu corpo todo arrepiar.
Faz com sua risada sutil, uma música.
Faz-se presente, mesmo ausente.

Deixa saudade, que embriaga.
Deixa saudade de coisas que jamais vivi.
Ou, talvez, vivemos há séculos.
Quem sabe?

Sei que improvável é o acaso culpar
das delícias que tu provocas só,
no teu simples ato, de ser e de estar.



24/07/2009

O verdadeiro tesouro.

O verdadeiro tesouro é cuidar de alguém, sem querer nada em troca. Nem mesmo seu afeto. O verdadeiro tesouro, faz você sair de casa na madrugada fria, sem nem se olhar no espelho, só para acudir uma pessoa querida e evitar, que a mesma fique dentro de um hospital sozinha e triste quando doente.O verdadeiro tesouro, faz você olhar de longe alguém que ama, e não contar nada para ninguém, se por acaso, quem você ama, escolheu outro para amar.O verdadeiro tesouro está muitas vezes escondido, mas, não mora em uma casa onde se brada pelos cantos, onde se ofende pessoas com maustratos ou humilhação. E muito menos, onde se ostenta dinheiro que não se tem, e que se obtém, endividando uma pessoa de sua relação.O verdadeiro tesouro pode morar dentro de um sentimento partido. Não tem importância, ainda assim, pois o verdadeiro tesouro está, quando verdadeiro, dentro do coração.

22/07/2009

O leão adormecido (Texto de 25/10/2007)

O contador deve estar atento a todas as modificações que ocorrerem no país em que labora. Ele deve permanecer efetivamente ativo em sua atuação profissional, de modo que contribua no universo empresarial, não só com números de resultados financeiros elevados, mas também proporcionando soluções em decisões gerenciais. E ainda diversificar seus conhecimentos, a fim de atuar firmemente na prevenção de possíveis falhas ou fraudes no sistema de informação contábil. O contador não é apenas um ser que "deduz o Imposto de Renda". É um cientista de situações patrimoniais, um ser com conhecimento acadêmico e técnico, dotado de lisura suficiente que o permita fornecer os melhores diretivos para os gestores de empresas. Este profissional é aquele conhece todos os ciclos operacionais das transações efetivadas e que deve opinar sobre a melhor maneira de conduzi-las, objetivamente, viabilizando a tomada de decisões com eficiência para o empresário.Com as recentes descobertas de fraudes financeiras, está aprovada a máxima "é melhor prevenir do que remediar". Então por que não deve o contador trabalhar de modo atuante, em vez de se ater somente à conferência de demonstrativos contábeis ou até de efetuar relatórios financeiros empresariais? A sugestão é que este leão adormecido desperte de seu sono profundo e resolva agir com firmeza e lealdade em todas as situações (não se deixando envolver por grandes somas de numerários que porventura estejam "fáceis", ao alcance de "seu bolso"), tal qual o símbolo de nossa categoria demonstra:- O caduceu, que representa o equilíbrio moral e de boa conduta do contador, em sua ética profissional que deve prevalecer;- O bastão, que define o poder do contador de modificar a situação patrimonial se necessário for;- As duas serpentes, que lembram a sabedoria que o contador possui ao longo de seu período de estudo e atuação, mas que deve ser renovada a cada ciclo de sua formação;- As asas, que representam a diligência que o contador deve resguardar com a mesma prudência e eficácia que destina à salvaguarda dos ativos patrimoniais;- E finalmente, o elmo, que simboliza os pensamentos elevados que o contador deve manter para auxiliar as empresas a sobreviverem financeira e dignamente nesta turbulência econômica e política em que o Brasil se encontra atualmente.Para os profissionais já despertos deste sono profundo, basta aprimorar seus conhecimentos e permanecer com o mesmo vigor de quando se formaram, em constante luta pelo aprendizado, com posicionamento diretivo e firme de que são ilibados no que tange à conduta moral e ética.Para os filhos adormecidos: bom dia! Acordem para atuar conforme requer o título que reverenciaram.Para ambos: estejamos confiantes de que atuantes, com decisões coesas pertinentes à nossa profissão, continuaremos na batalha, vencendo os desafios diários, sem nos deixar levar pelo lado mais fácil de contorná-los. E, acima de tudo, sem nos intimidarmos por uma minoria que deixa estigmas não tão positivos que os numerários ilícitos favorecem.O contador, como qualquer outro profissional, quando realmente "veste" a camisa de seu time, trabalha tanto quanto um médico plantonista ou quanto um engenheiro de projetos. Estuda livros do início ao fim, pondera decisões tal qual um grande advogado, porém, nem sempre traduz em sua profissão o deslumbre que as demais provocam aos olhos da sociedade.

18/07/2009

Vulcão anônimo.


O doce olhar terno. O sorriso escondido. O levantar indignado das sombrancelhas. O riso nervoso.O andar apressado e incontido.O retorno, mais convicto.O desassosego nas palavras. As piadas aceleradas. O sussurro inocente no ouvido.O entoar da música e a batida de pés.O grito preso na garganta pela emoção. A mudança de expressão.O silêncio.O semblante inclinado. A firmeza de enxergar.O toque inesperado dos lábios. O disfarce.A tentativa fugaz de sedução.A concessão do excitamento. O triunfo alegre. A continuidade indisplicente. A tentadora arrogância. O enlace casual. O despir sem tocar.O desejo prematuro. O fôlego estonteante. O despertar da emoção. A confirmação do erotismo. A madrugada inacabada. O nascer de um novo dia. O aumento da cumplicidade. O desejo crescente. O avanço do pacto.A felicidade do reencontro.A premiação do ato. O novo fato. O vulcão anônimo. Você.